Francisco Rui Cádima é professor catedrático aposentado do Departamento de Ciências da Comunicação da NOVA FCSH. É investigador do ICNOVA – Instituto de Comunicação da NOVA, tendo sido diretor deste instituto de 2017 a 2021.
Foi membro do Conselho Científico da NOVA FCSH (2013-2018), Coordenador do Departamento de Ciências da Comunicação e dos cursos de doutoramento de Ciências da Comunicação e mestrado de Novos Media e Práticas Web.
Foi representante de Portugal no Conselho Intergovernamental do Programa Internacional para o Desenvolvimento da Comunicação (PIDC) da UNESCO (2001-2005). Entre 1999 e 2004 lançou o Obercom – Observatório da Comunicação, tendo sido o seu primeiro diretor.
Foi diretor e membro da direção de várias revistas académicas e científicas: Media e Jornalismo (CIMJ e ICNOVA); Observatório (Obercom); Revista de Comunicação e Linguagens (CECL) e Tendências XXI (APDC). Foi Consejero Asociado da revista TELOS - Cuadernos de Comunicación e Innovación, da Fundación Telefónica, sob a direção do saudoso Prof. Enrique Bustamante, catedrático da Universidade Complutense de Madrid.
Integrou equipas de trabalho de Comissões Nacionais como a Comissão de Reflexão sobre o Futuro da Televisão (1996) e o Livro Verde para a Sociedade de Informação (1997).
Foi membro de diversas associações e conselhos sectoriais, tendo sido nomeadamente membro dos Conselhos de Opinião da RDP e RTP.
Doutorou-se em Comunicação Social pela NOVA FCSH (1993), com a tese O Telejornal e o Sistema Político em Portugal ao Tempo de Salazar e Caetano (1957-1974).
É autor e co-autor de 21 obras sobre comunicação, audiovisual e novos media:
. Os Presidentes, a Política e os Media. Uma História do 25 de Abril. Lisboa: D. Quixote. 2022.
• Perspectivas multidisciplinares da Comunicação em contexto de Pandemia (com Ivone Ferreira) (Vols. I e II). Lisboa: ICNOVA, 2020-2021.
• Diversidade e Pluralismo nos Média. Lisboa: ICNOVA, 2019.
• O (Des)controlo da Internet. Sobre Pluralismo e Diversidade na Rede. Lisboa: Media XXI, 2017.
• A Era Digital – Primeiros Impactos. Media XXI, 2015.
• Comunicação e Linguagem: Novas Convergências. Livro de Homenagem ao Prof. Adriano Duarte Rodrigues. (co-ed. com João Sàágua). Lisboa: FCSH, 2015.
• História, Media, Poder, Lisboa: QuatroCês, 2013.
• Políticas Públicas, Media e Estado. (co-ed. com João Paulo Faustino). Lisboa: Formalpress/Media XXI, 2013.
• Espaço Público, Direitos Humanos e Multimédia: Novos Desafios. (co-ed. com Maria Goretti Pedroso e Rosana Martins). Rio de Janeiro: Editora Multifoco, 2011.
• A Televisão, o Digital e a Cultura Participativa. Lisboa: Media XXI, 2011.
• Media, Redes e Comunicação: Futuros Presentes (co-ed. com Gustavo Cardoso e Luís Landerset Cardoso). Lisboa: Quimera, 2009.
• Crise e Crítica do Sistema de Media – O Caso Português. Lisboa: Edições Formalpress, Col. Media XXI, 2009.
• A Crise do Audiovisual Europeu – 20 Anos de Políticas Europeias em Análise. Lisboa: Edições Formalpress, Col. Media XXI, 2007.
• A Televisão ‘Light’ Rumo ao Digital. Lisboa: Edições Formalpress, Col. Media XXI, 2006.
• Representações (imagens) dos Imigrantes e Minorias Étnicas (co-ed. com Alexandra Figueiredo). Lisboa: ACIME, 2003.
• História e Crítica da Comunicação. Edições Século XXI, Lisboa, 2002 (2ª edição). Primeira edição publicada em 1996, também pelas Edições Século XXI.
• Desafios dos Novos Media. Editorial Notícias, Lisboa, 2001 (2ª edição). Primeira edição publicada em 1996, também pela Editorial Notícias.
• Estratégias e Discursos da Publicidade. Editorial Vega, Lisboa, 1997.
• Salazar, Caetano e a Televisão Portuguesa. Lisboa, Editorial Presença, 1996.
• O Fenómeno Televisivo. Lisboa, Círculo de Leitores, 1995.
The article argues that, despite recent legislation aimed at combating disinformation — such as Law 15/2022 and the revision of Article 6 of the Digital Rights Charter — Portugal still lacks a coherent national strategy. Several public bodies (CNCS, CIS, ERC, ANACOM, DGE, APAV, fact‑checkers) hold partial responsibilities, but there is little coordination, few public reports, and limited concrete results.
Only a handful of relevant studies exist, mainly from MediaLab/CNE and LabCom/ERC. The CIS has not published updates since 2020, the ERC rarely issues decisions on disinformation, and the first report from the Digital Services Coordinator (ANACOM) records no complaints in this area. Parliamentary debates have also failed to produce structural outcomes.
Meanwhile, European data from the DSA Transparency Database reveal the scale of the problem: over 910 million restricted content cases in just a few weeks, showing how widespread disinformation and illegal content remain.
The article concludes that Portugal needs a clear national strategy, with regular monitoring, better coordination between institutions, and a more proactive role for the State. The upcoming Media Law reform could be an opportunity to finally organise this critical field for democracy and citizens’ well‑being.
F. Rui Cádima foi o Keynote Speaker do II Seminario Internacional de Formación Permanente para los Estudios del Lenguaje Audiovisual e Interfaces (SIELAI), que decorreu a 11 de dezembro na Universidad Europea de Madrid. Apresentou uma comunicação subordinada ao tema “The Algorithmic Turn: Echoes of Memory, Shadows of Freedom, Flaws of Democracy. How to Leverage the Media?”.
Em síntese, a comunicação analisou como as tecnologias algorítmicas (VLOPs, IA, GenAI) estão a transformar os sistemas mediáticos. Na perspectiva crítica, as plataformas digitais funcionam como tecnologias de controlo, reconfigurando o pluralismo, a opinião pública e a comunicação democrática. Os algoritmos fragmentam a memória coletiva, reconfiguram as subjetividades através da personalização e dos perfis preditivos, e deslocam o espaço público da esfera da liberdade para a modulação através de sistemas computacionais opacos. A partir de uma perspetiva diferente, de agenciamento da sociedade em rede, a comunicação analisa a assimilação da IA pelo jornalismo, destacando desafios e estratégias de inovação para a viabilidade dos media, o controlo da desinformação e dos novos regimes de verdade. Por fim, sublinha-se a necessidade de repensar aprofundadamente o novo contexto mediático, a dinâmica das plataformas e a sua monitorização à luz do quadro regulatório europeu, bem como novas estratégias de comunicação, de resiliência, confiança e mudança social, face à atual regressão democrática.
No centenário do aniversário de Mário Soares e no dia do nascimento do ex-Presidente, Rui Cádima escreve sobre a relação de Mário Soares com a comunicação social. “Mário Soares e os media” –Expresso online (7 de dezembro de 2025): https://expresso.pt/opiniao/2025-12-07-mario-soares-e-os-media-5495c248.
A equipa portuguesa do Media Pluralism Monitor (MPM), coordenada por Francisco Rui Cádima, com Carla Baptista, Luís Oliveira Martins e Marisa Torres da Silva, todos Investigadores do ICNOVA, acaba de publicar um texto de avaliação do sistema de media em Portugal a partir dos dados do MPM 2025. O artigo, sob o título “Proteger o jornalismo, consolidar a democracia: uma análise do MPM 2025”, saiu no Público de 1 de Novembro de 2025, e pode ser consultado no seguinte link: https://www.publico.pt/2025/11/01/opiniao/opiniao/proteger-jornalismo-consolidar-democracia-analise-mpm-2025-2152952
Procurando interpretar a importância da ação de Francisco Pinto Balsemão no âmbito específico da história da comunicação social em Portugal, destacaria alguns aspetos que me ocorrem um pouco ao correr da pena.
Um primeiro tem a ver com a proposta de Lei de Imprensa de 1970, o chamado projeto “Sá-Carneiro-Balsemão”, apresentado enquanto deputado da ala liberal da Assembleia Nacional. Balsemão especificará no seu livro Informar ou Depender? (Ática, 1971) que se tratava de terminar com a arbitrariedade dos serviços de censura da ditadura e resgatar, entre outras, “a liberdade de expressão do pensamento” e a “integridade moral dos cidadãos”. O livro é publicado, aliás, sem que FP Balsemão saiba do desfecho do projeto, uma vez que a Lei de Imprensa aprovada será a da proposta do governo de Caetano, promulgada já no final de 1971, tinha o livro já sido publicado. O debate sobre a lei decorreria na Assembleia Nacional em julho de 1971. Por perversa ironia, as suas próprias palavras durante o debate, que estavam para ser citadas no Telejornal da RTP de dia 27 de julho de 1971 eram censuradas: “(…) O deputado Pinto Balsemão apontou o anacronismo e as deficiências da legislação portuguesa atual sobre Imprensa, mais evidente quando vistas à luz das realidades sociais” (passagem cortada).
Um segundo momento tem a ver com os media na transição e no pós-25 de Abril. Ainda durante a ditadura FP Balsemão criará a Sojornal, em 1972, que estará na origem do grupo Impresa, e logo a 6 de janeiro de 1973, lança o Expresso, de que foi o primeiro diretor, projeto fulcral na sociedade portuguesa da altura. Ao longo dos anos 80, após a sua experiência governativa como Primeiro-Ministro, entre 1981 e 1983, FP Balsemão terá como foco o crescimento do seu grupo (tinham-se juntado entretanto ao Expresso, a VASP, o Blitz e a Exame) tendo como objetivo o alargamento ao audiovisual. Um tanto inesperadamente, ainda PM, FP Balsemão será confrontado com um pedido de um canal de televisão… D. António Ribeiro, cardeal-patriarca de Lisboa, ainda presidente da Conferência Episcopal portuguesa, apresentará, em janeiro de 1981, um requerimento por escrito ao PM FP Balsemão para que a Igreja fosse autorizada a explorar um canal de televisão. E antes do final de 1981 surgia a notícia no Expresso de 31 de dezembro: o primeiro-ministro Francisco Pinto Balsemão, analisado o parecer da comissão por si nomeada, exarara o despacho no qual reconhece que “não existe impedimento constitucional que impeça a Igreja Católica de ser proprietária ou concessionária de uma estação de televisão”. A verdade é que o projeto de TV da Igreja daria muitas voltas ao longo de dez anos até ver a luz do dia, e no início dos anos 90 vamos ter FP Balsemão e a sua SIC frente-a-frente com a “televisão independente” da Igreja (TVI/quatro). Convém fundamentalmente referir a sua forte intervenção na sociedade portuguesa no sentido da liberalização da lei da televisão. Tal pode ser visto, por exemplo, no seu discurso de setembro de 1984 no Seminário sobre “A Televisão em Portugal”, promovido pelo IPSD. Francisco Pinto Balsemão dava o mote na abertura do seminário: “A Televisão constitui, sem dúvida, um dos bloqueamentos existentes na sociedade portuguesa. Por isso o escolhemos como tema prioritário”. De caminho acusava os socialistas de, ao contrário da AD, não terem tido vontade política para mudar a Constituição neste âmbito.
Um terceiro momento tem que ver com o seu contributo, o seu pensamento, a sua procura em acompanhar de forma muito empenhada, diria quase obsessiva, aquilo a que se poderia chamar a “mutação dos media”, título aliás da sua cadeira na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa (UNL), onde lecionou ao longo de cerca de 15 anos (1987-2002), tendo eu tido o provilégio de com ele conviver enquanto colega nessa fase. FP Balsemão foi um professor de uma entrega total, de uma exigência notável, quer na preparação das suas aulas, no cumprimento escrupuloso da sua missão pedagógica, por assim dizer, mas exigente também com os seus alunos, alguns deles atuais profissionais do grupo Impresa e que melhor do que ninguém poderão testemunhá-lo. Daí também ter sido absolutamente merecido o grau de Doutor Honoris Causa atribuído a FP Balsemão pela UNL em 2010. O seu conhecimento do sector da comunicação social foi também de enorme relevância para instituições europeias centrais na área dos media, tendo chegado a presidir a algumas delas, como o European Publishers Council, o European Institute for the Media, ou o European Television and Film Forum, tendo sido vice-presidente da Federação Europeia de Jornalistas.
Uma referência final à sua experiência de “neo-nativo digital”, que mostra bem a sua determinação em acompanhar as mutações tecnológicas. O seu livro Memórias (Porto Editora, 2021), foi adaptado como podcast, versão áudio da obra homónima. O projeto, com 24 episódios, utilizou inteligência artificial para clonar a voz de Francisco Pinto Balsemão, podendo ser ouvido tanto no website do Expresso como no Spotify. Como dizia Balsemão na altura: “Sou um apaixonado pelas novas tecnologias, por aprender coisas novas, mesmo com a minha simpática idade de 87 anos”. Essa era já a sua terceira experiência com IA, depois de em 2023 se ter estreado com “Deixar o Mundo Melhor”, série de 50 entrevistas a grandes protagonistas contemporâneos, e em 2024 ter produzido a série “IA – A próxima vaga”, uma série de 12 debates sobre o impacto da Inteligência Artificial e das novas tecnologias no mundo atual.
Cádima, F. R. (2025): «Portugal: procurando la sostenibilidad de los Public Service Media». En Labio-Bernal, A.; Del-Valle-Rojas, C. (eds.), Medios, servicio público y políticas de comunicación en América Latina, España y Portugal. Salamanca: Comunicación Social Ediciones y Publicaciones. ISBN: 978-84-10176-07-2 D.O.I.: https://doi.org/10.52495/c2.emcs.33.p112
Resumen: En este artículo sobre los medios de comunicación públicos en Portugal (PSM-RTP), intentamos interpretar las prácticas actuales en relación con la democracia, en términos de independencia, pluralismo, inclusión y sostenibilidad. Cincuenta años después de la Revolución de los Claveles, el PSM portugués no ha encontrado su plena sostenibilidad en las áreas más sensibles a la ciudadanía y a la vida democrática. Hoy es esencial contar con un sistema regulador coherente frente a los peligros que amenazan a las democracias occidentales y con un PSM más fuerte y asertivo que también regule el mercado, tenga una calidad impecable, una programación claramente diferenciada de los servicios comerciales y, además, pueda integrarse plenamente en las nuevas dinámicas digitales. Mientras tanto, las normas del EMFA han consagrado la independencia editorial de los PSM en la Unión Europea, tratando de reforzar el pluralismo, garantizar un apoyo financiero adecuado y un futuro sostenible en sus diversos aspectos.
Congresso “Mário Soares: Uma Vida entre Séculos” (Centenário Mário Soares) Universidade de Coimbra – Faculdade de Economia, 9 e 10 de Outubro de 2025
Mário Soares e a Comunicação Social: Divergência, Sintonia, Exigência – Francisco Rui Cádima (ICNOVA – NOVA FCSH). Sessão Paralela – A Relação com o Espaço Público. (SALA 2, 10 de Outubro, 11h30).
Apresentação dos dados de Portugal do Media Pluralism Monitor – MPM 2025
– Data e Local: 19 de setembro, 10h30 – FCSH – Av. de Berna, 26. Auditório B1
Programa:
10h30 – Abertura (breves intervenções):
– Direção da FCSH – Subdiretora para a Investigação – Sónia Vespeira de Almeida
– Coordenador do ICNOVA – Paulo Nuno Vicente
– Coordenador da equipa MPM Portugal – F. Rui Cádima
10h45 – Conferência de abertura por António José Teixeira:
– Os desafios do jornalismo e do PSM no contexto do digital e da IA.
11h10 – Apresentação dos Resultados e Recomendações para Portugal do MPM 2025
– Proteção fundamental (F. Rui Cádima)
– Pluralidade de mercado (Luís O. Martins)
– Independência política (Carla Baptista)
– Inclusão social (Marisa Torres da Silva)
12h10 – Debate com a participação do GoE do MPM/PT, de outros convidados, de estudantes e do público
– Confirmadas as presenças de Carla Martins (ERC), João Palmeiro (Ex-presidente da API), Paulo Faustino (UPorto), Elsa Costa Silva (UMinho), Sofia Branco (Presidente da Associação Literacia para os Media e Jornalismo), Pedro Braumann (CPMCS), e Arons de Carvalho (UAL).
Integrado no GI Media e Jornalismo do ICNOVA, este observatório mantém desde 2015 uma análise regular deste sector específico em Portugal através da produção anual do relatório de Portugal no contexto europeu do MPM – Media Pluralism Monitor – https://cmpf.eui.eu/media-pluralism-monitor/, projecto coordenado a nível da União Europeia pelo CMPF/EUI Centre for Media Pluralism and Media Freedom do Instituto Europeu de Florença.
O ODP integrou também o projecto de investigação DIVinTV – Televisão pública e diversidade cultural em Portugal: um estudo sobre a programação dos canais públicos generalistas, em matéria de pluralidade de expressão cultural, diversidade e inclusão, com coordenação de Francisco Rui Cádima. Financiamento: FCT (PTDC/IVC-COM/4968/2014). https://fruicadima.wordpress.com/2022/02/05/divintv-tv-publica-e-diversidade-cultural-em-portugal/
É objetivo deste observatório dar continuidade à investigação realizada até agora no âmbito destes dois projetos e alargar o domínio de intervenção nesta área específica com novas parcerias institucionais e académicas, nomeadamente organizando e/ou participando em conferências nacionais internacionais e divulgando os resultados da sua investigação no contexto académico e da comunidade em geral.
Actividades 2025
Relatório MPM 2025 – Portugal (EN e PT)
CÁDIMA, Francisco Rui, BAPTISTA, Carla, MARTINS, Luís Oliveira, TORRES DA SILVA, Marisa, Monitoring media pluralism in the European Union : results of the MPM2025. Country report : Portugal; Monitorização do pluralismo dos media na União Europeia : resultados do MPM2025. Relatório : Portugal, EUI, RSC, Research Project Report, Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), 2025, Country Reports – https://hdl.handle.net/1814/92904
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MPM 2025 – General Report
BLAGOJEV, Tijana, BLEYER-SIMON, Konrad, BROGI, Elda, CARLINI, Roberta, DA COSTA LEITE BORGES, Danielle, KERMER, Jan Erik, NENADIC, Iva, PALMER, Marie, PARCU, Pier Luigi, REVIGLIO, Urbano, TREVISAN, Matteo, VERZA, Sofia, Monitoring media pluralism in the European Union : results of the MPM2025, EUI, RSC, Research Project Report, Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), 2025, Country Reports – https://hdl.handle.net/1814/92916
Retrieved from Cadmus, EUI Research Repository
Conferências
Cádima, F. R. (2025). Os media e a comunidade brasileira em Portugal no século XXI: alheamento, desinformação e acolhimento/reconhecimento. Actas da Conferência SECOLAS – Southeastern Council of Latin American Studies – Annals issue of The Latin Americanist . 72nd Annual Meeting, Instituto Mora, Mexico City. April 26, 2025.
Cádima, F. R. (2025). Media pluralism under pressure: the promise of the European Media Freedom Act. Final conference of the 2025 Media Pluralism Monitor (Representing the Portuguese team). Organised by Robert Schuman Centre for Advanced Studies. CMPF: Centre for Media Pluralism and Media Freedom Programme. Florença, 27/6/2025.
Cádima, F. R. (2025). Mário Soares e a Comunicação Social: Divergência, Sintonia, Exigência. Sessão Paralela – A Relação com o Espaço Público. Congresso “Mário Soares: Uma Vida entre Séculos” (Centenário Mário Soares) Universidade de Coimbra – Faculdade de Economia, 10 de Outubro de 2025.
Capítulos de livros
Cádima, F. R. (2025). Portugal: à procura da sustentabilidade do Public Service Media. in Medios de comunicación en América Latina, España y Portugal. Políticas, acceso y servicio público. (Eds): Aurora Labio-Bernal y Carlos del Valle-Rojas. Madrid: Comunicación Social.
Carlini, R., Cádima, F. R., Flynn, R., Kalbhenn, J. C. (2025). Media viability vs Market plurality: A comparative perspective. In: Brogi, E., Nenadić, I., & Parcu, P.L. (Eds.). (2024). Media Pluralism in the Digital Era: Legal, Economic, Social, and Political Lessons Learnt from Europe (1st ed.). Routledge. https://doi.org/10.4324/9781003437024
Comissões Científicas
Cádima, F. R. (2025) Membro da Comissão Científica do III Seminário de História da Comunicação da SOPCOM. Faculdade de Letras da Universidade do Porto | 28 de março de 2025
Cádima, F. R. (2025). Membro da Comissão Científica da Multimodus’25 second edition of the Multimodus conference – International Conference on Sound and Image in Art & Design will take place at the School of Arts of the University of Évora from 1-3 April 2025.
Actividades 2024
Relatório MPM 2024
CÁDIMA, Francisco Rui, BAPTISTA, Carla, TORRES DA SILVA, Marisa, ABREU, Patrícia, MARTINS, Luís Oliveira, Monitoring media pluralism in the digital era : application of the media pluralism monitor in the European member states and in candidate countries in 2023. Country report : Portugal; Monitorização do pluralismo dos media na era digital : aplicação do monitor do pluralismo dos media na União Europeia, Albânia, Montenegro, República do Norte da Macedónia, Sérvia e Turquia no ano 2023. Relatório : Portugal, EUI, RSC, Research Project Report, Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), 2024, Country Reports – https://hdl.handle.net/1814/77013
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Comunicações
Cádima, F. R. (2024). Inclusion and diversity in the media system in Portugal. XXXVI CONGRESO INTERNACIONAL AISOC – Asociación Iberoamericana de Investigación en Sociología de las Organizaciones y Comunicación, sob o tema ORGANIZACIONES, CAMBIOS TECNOLÓGICOS Y SOCIEDADES INCLUSIVAS. Escuela de Negocios y Economía, Pontificia Universidad Católica de Valparaíso – Chile. Valparaíso, 4 de julho de 2024.
Cádima, F. R. (2024). “O futuro do ‘Public Service Media’ e o papel do Estado no apoio ao sistema de media/new media”. Conferência RIPE@2024 – Public Service Media for Innovation and Sustainability. Lisboa, ICNOVA, 18 de Maio de 2024. https://ripepsm.org/wp-content/uploads/2024/05/RIPE_PROGRAM.pdf
Organização de Conferências
Membro do Scientific Committee da Conferência RIPE@2024 – Public Service Media for Innovation and Sustainability. Lisboa, RTP e ICNOVA, 16-18 de Maio de 2024. https://ripepsm.org/
Atividades de difusão e disseminação de conhecimento
18 de julho de 2024. O futuro da imprensa: acesso, responsabilidade e proteção. Participação em mesa redonda moderada pelo Diretor interino do Diário de Notícias, Bruno Mateus, com Carlos Eugénio (Visapress) e Nuno Artur Silva (ex-secretário de Estado da Cultura). https://www.dinheirovivo.pt/5527944256/futuro-e-desafios-da-imprensa-em-debate-assista-aqui/. Global Media – DN/Dinheiro Vivo/TSF.
CÁDIMA, Francisco Rui, BAPTISTA, Carla, TORRES DA SILVA, Marisa, ABREU, Patrícia, MARTINS, Luís Oliveira, Monitoring media pluralism in the digital era : application of the media pluralism monitor in the European Union, Albania, Montenegro, the Republic of North Macedonia, Serbia and Turkey in the year 2022. Country report : Portugal; Monitorização do pluralismo dos média na era digital : aplicação do monitor do pluralismo dos média na União Europeia, Albânia, Montenegro, República do Norte da Macedónia, Sérvia e Turquia no ano 2022. Relatório : Portugal, EUI, RSC, Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), 2023, Country Report – https://hdl.handle.net/1814/75734
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Capitulos de Livros
Roberta Carlini, Francisco Rui Cádima, Roderick Flynn, Jan Christopher Kalbhenn (2025) “Media viability vs Market plurality: a comparative perspective”. In Media Pluralism in the Digital Era. Legal, Economic, Social, and Political Lessons Learnt from Europe. Eds: Elda Brogi, Iva Nenadić and Pier Luigi Parcu. Routledge.
Conferências internacionais
Cádima, F. R. (2023). Television and Cultural Diversity in Portugal. XX ISA World Congress of Sociology. Melbourne, Australia – 28 June, 2023.
Conferências nacionais
Cádima, F. R. (2023), Os media e os Presidentes da República em Portugal no pós-25 de Abril. Comunicação apresentada no XVIII Congresso da AsHisCom – Asociación de Historiadores de la Comunicación, na Mesa redonda MEDIA E HISTÓRIA PÚBLICA: DAS DITADURAS ÀS DEMOCRACIAS – Auditório 2 UAL, 15 de Setembro.
Participações em conferências
Martins, L. O. (2023). Participação na Media Pluralism Monitor Final Conference. CMPF/EUI- Robert Schuman Centre for Advanced Studies. Florence.
Cádima, F. R. (2023). Prefácio ao livro de Nuno Conde RTP e Relações de Poder – De Durão Barroso a Passos Coelho. Lisboa: UCP Editora.
Lançamento de livro
Cádima, F. R. (2023). Apresentação do livro de Nuno Conde RTP e Relações de Poder. De Durão Barroso a Passos Coelho. Com o autor, Nelson Ribeiro e Catarina Duff Burnay. Feira do Livro de Lisboa, 4 de Junho de 2023.
Actividades 2022
Relatório MPM 2022 – Portugal
CÁDIMA, Francisco Rui, BAPTISTA, Carla, TORRES DA SILVA, Marisa, ABREU, Patrícia, Monitoring media pluralism in the digital era : application of the Media Pluralism Monitor in the European Union, Albania, Montenegro, the Republic of North Macedonia, Serbia and Turkey in the year 2021. Country report : PortugalMonitoring media pluralism in the digital era : application of the Media Pluralism Monitor in the European Union, Albania, Montenegro, the Republic of North Macedonia, Serbia and Turkey in the year 2021. Country report : Portugal; Monitorização do pluralismo dos média na era digital: Aplicação do monitor do pluralismo dos média na União Europeia, Albânia, Montenegro, República do Norte da Macedónia, Sérvia e Turquia no ano 2021. Relatório : Portugal, Centre for Media Pluralism and Media Freedom (CMPF), Media Pluralism Monitor (MPM), 2022, Country Reports – https://hdl.handle.net/1814/74701. Retrieved from Cadmus, EUI Research Repository
Conferências internacionais
Cádima, F. R. (2022). Media Pluralism in Portugal. MIC – Vis, 2022. Mediterranean Islands Conference. 4th international multidisciplinary scientific conference. 16 September 2022. VIS – Croácia
O Media Pluralism Monitor 2021 (MPM2021) procura analisar os diferentes ecossistemas dos sistemas de media, bem como as ameaças ao pluralismo e à liberdade de imprensa nos estados membros da União Europeia e em alguns países candidatos.
O conjunto dos resultados deste ano mostra uma estagnação geral ou mesmo uma deterioração do pluralismo e da liberdade de imprensa nas quatro principais áreas abrangidas pelo MPM: proteção fundamental, pluralidade de mercado, independência política e inclusão social.
O MPM 2021 confirma as conclusões das quatro vagas anteriores de monitorização, mostrando que nenhum dos países analisados está livre de riscos para o pluralismo dos media.
O MPM2021 cobre o ano 2020 e analisa o sistema de media em geral dos estados membros da UE. As pontuações de risco avaliadas para os vários indicadores são agrupadas como Baixa (0 – 33%), Média (34-66%) e Alta (67-100%).
O relatório sobre o caso português, coordenado por F. Rui Cádima, já se encontra online, em inglês:
Cádima, F. R. (2021). Os Presidentes e a Comunicação Social. Comunicação proferida por ocasião da sessão de homenagem no âmbito da III Conferência Internacional – História do Jornalismo em Portugal. Colégio Almada Negreiros – Universidade Nova de Lisboa. 16 de setembro de 2021.
Cádima, F. R. (2020). Keynote da sessão plenária do VII Congreso Internacional de la Asociación Española de Investigación de la Comunicación (AE-IC). ‘Comunicación, Diversidad y Desarollo’ – Universidad de Valencia – 29 de Outubro de 2020 (por zoom). Public Service Media, diversidade e sustentabilidade. Uma análise do caso português (2015-2020)
— Marisa Torres da Silva na MPM2020 Final Conference
Decorreu a a 31 de janeiro a conferência final que antecede a divulgação dos resultados finais do MPM2020, com a participação de Marisa Torres da Silva. A apresentação do Relatório final está prevista pelo CMPF/European University Institute decorrer no Parlamento Europeu.
Actividades 2017
Monitoring Media Pluralism in Europe: Application of the Media Pluralism Monitor 2017 in the European Union, FYROM, Serbia & Turkey Country Report: Portugal
Cerca de 50 anos após o fim da ditadura de Salazar e Caetano, esta obra procura justamente analisar as relações dos presidentes da República com os media no pós-25 de Abril. Sintetiza também, nesse campo estrito da comunicação social, uma história desde o 25 de Abril de 1974 até aos nossos dias.
São múltiplas as perspetivas de cada Presidente da República português no pós 25 de Abril relativamente à comunicação social, mas esta obra destaca um tom crítico comum a todos os PR que tiveram dois mandatos, até Marcelo Rebelo de Sousa, aqui apenas avaliado pelo seu primeiro mandato.
Eanes conheceu o dispositivo mediático televisivo por dentro, e isso será determinante na sua interação futura com os media já na Presidência da República e na sua perceção de fenómenos de controlo dos media pelo sistema político-partidário, que Eanes refere como uma continuada “colonização” dos meios de comunicação social.
Soares viveu intensamente os dois lados da barricada. Por um lado, manipulou e instrumentalizou os media: “Não me isento de culpas, que as tenho e grandes, em matéria de relacionamento com a comunicação social”. Por outro lado, sentiu-se gravemente atacado pelos mesmos media que antes tinham estado sob o seu controlo, como é claro na sua mensagem à Assembleia da República sobre a manipulação da RTP pelo executivo de Cavaco Silva, para dizer que o que ali se passava era “indigno de um país democrático”.
Sampaio também tinha frequentes queixas dos media. A cobertura mediática das atividades da Presidência deixava-o muitas vezes insatisfeito e crítico. Para Jorge Sampaio a comunicação social precisava de ser objeto de uma pedagogia que a libertasse da obsessão do acessório e do imediato. Chegou a reconhecer a ineficácia das políticas de comunicação da União Europeia, das quais esperava uma “diferente perícia” para comunicar a bondada de um caminho.
Se Sampaio foi o Presidente tranquilo em matéria de media, Cavaco Silva seria um Presidente intranquilo e algo angustiado perante os meios de comunicação social e os jornalistas. Nesta desconfiança progressiva dos media por parte do PR há também um fator externo que tinha vindo, entretanto, a constituir-se: o fator Sócrates. A progressiva tensão entre Belém e São Bento deixaria a presidência de Cavaco marcada por um declínio da sua imagem nos media e na opinião pública. O seu segundo mandato acabaria por ser “altamente impopular”: o “líder carismático notável” dos anos 80 estava então irreconhecível.
Marcelo, “o comunicador”, e já com o estatuto de “celebridade” televisiva, fundou uma magistratura assente na “comunidade de afetos” e na “descrispação” política. O seu primeiro mandato decorre em pleno “estado de graça”. Tem uma presença quase monopolizadora nos media. Não é só fonte hegemónica, ele marca a própria agenda. Marcelo é um Presidente que, ao contrário de todos os outros, pelo menos no seu primeiro mandato, não teve nenhuma grande questão com a comunicação social, nunca fez nenhuma crítica institucional direta, forte, ao sistema de media, como Eanes, Soares, Sampaio e Cavaco fizeram. O “dispositivo” Marcelo encarnou na perfeição no dispositivo mediático.
Como olhar então para estes quase cinquenta anos de história dos media em Portugal? Como ver essa evolução associada a estes cinco grandes protagonistas da história portuguesa, supremos magistrados da nação, e como pensar essa história sob a influência e o exercício da sua ação política? Qual, ou quais deles, foram mais determinantes no impulso ou na inflexão do caminho para a consolidação do pluralismo e da diversidade da comunicação social, no reforço sustentado da opinião pública portuguesa e da sua literacia mediática?
É sabido que a comunicação social é um sector estratégico nas democracias modernas, dela depende, em boa parte, a autonomia da opinião pública e a formação de uma cidadania sólida a que a participação cívica e a virtude civil não sejam estranhas. Estes desígnios ganharam uma importância acrescida após o final do século XX, com a emergência das redes sociais, que trouxeram consigo fenómenos globais, bastante complexos, de desinformação, despolitização e polarização política. Como se tem vindo a verificar, os novos gatekeepers do jornalismo são, cada vez mais, os algoritmos das redes sociais, o que acaba por devolver à imprensa e ao jornalismo uma função renovada, de valor acrescido, decisivo para as atuais sociedades democráticas.
Portugal viveu no pós-25 de Abril tempos disruptivos. Abolimos a censura e recuperámos a liberdade de expressão e de imprensa. Concluímos o processo complexo de independência das ex-colónias espalhadas pelo mundo. Consolidámos um sistema político-partidário semi-presidencialista. Aderimos à CEE e ganhámos um novo estatuto no contexto mundial das nações.
Quase cinquenta anos depois de Abril, o atual momento é crítico. Temos agora um sistema de media precário, pouca transparência e reduzido escrutínio da coisa pública. Uma cidadania algo descrente no crescimento do país e nas forças da inovação na economia e na sociedade como aliados naturais de uma democracia moderna, tal como ambicionava ter o Presidente Sampaio.
Como se verificará nesta obra, diversa foi – e será, certamente – a contribuição dos presidentes para o campo dos media, sobretudo no que isso tem a ver com a consolidação do regime democrático e o desenvolvimento e a sustentabilidade do país.
Aborda-se ainda a questão do reforço da legitimação das entidades reguladoras – bem como o reforço da sua estrita independência, que poderá vir a passar pela nomeação partilhada entre PR e AR dos seus membros, o que não somente relegitimará o estatuto destas entidades, como contribuirá para um modelo de regulação mais forte e transparente, menos capturável pelos regulados, pelo legislador e pelos governos, e, no caso, para uma comunicação social mais escrutinadora, plural e consolidada.
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